Sabe… às vezes eu penso que nós passamos a vida inteira
tentando enganar a única coisa que nunca nos abandona:
nós mesmos.
Eu vi homens tentando domar a morte como quem tenta fechar a mão sobre o vento…
Vi corpos duplicados como arquivos, cérebros copiados como versões de software, pessoas acreditando que poderiam escapar da verdade mais antiga do universo.
Mas… não importa quantas memórias você transfira, não importa quantas máquinas você construa… a experiência — esse olhar silencioso que testemunha o mundo de um único ponto no tempo — isso você não copia. Isso não viaja. Isso não renasce no corpo de outro.
Eu vi consciências artificiais sentindo dor real.
Vi autômatos tremendo diante da escuridão como qualquer criança humana.
Vi faíscas do nascimento de uma alma… onde diziam que só havia progrmação.
E vi homens poderosos…
rezando para um espelho digital acreditando que poderiam enganar a morte
enquanto já estavam mortos por dentro. Sabe o que aprendi, depois de tudo isso?
A morte não é o inimigo.
O inimigo é a mentira que nos faz esquecer
que cada instante é único —
porque é vivido por alguém que nunca existiu antes
e nunca existirá de novo.
Só se vive uma vez, então, por que gastar seus dias e seus momentos odiando pessoas que você nem conhece? Se a vida é um breve testemunhar do que há entre infinitudes de nada antes e depois de nós, por que gastar esse breve momento deixando-se afetar pelo ódio? Aproveite a vida, memento mori,
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